Soneto para Iracema
Iracema,
Nua sob o revelador olhar da palavra
Que, com afiado fio, lhe escalavra,
Desvendo-te como musa deste poema.
Ida, com seus olhos de preciosa gema,
Faça da arte sua jovem presa, como Guivra,
Quando da vida sem charme nos livra
E, do amor, deixa drama e dilema.
Com desejo, faz mais doce nossa história
E 'triunfa' amada nos braços da apoteose.
Caia aclamada na eternidade da memória.
De seu talento nos provoque uma overdose.
Vingue a tristeza na alegria da glória
E faça, no fim, com a fantasia a metamorfose
Douglas Braga
Homenagem à atriz Iracema de Alencar.


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